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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eu e o trânsito na Alemanha!



Antes de falar sobre a viagem que fiz a Speyer, vou aproveitar que hoje me aconteceu uma pérola no quesito “veículo”, e vou falar um pouco sobre o trânsito.
O que muita gente sabe, e gosta, sobre isso é que aqui não tem pedágio e nas auto-estradas (Autobahns) nacionais não há limite de velocidade. Isso é verdade! (e bom pra quem tem uma Mercedes, BMW...).
O semáforo acende também a luz amarela entre o vermelho e o verde! Assim você sabe quando vai abrir.
Basicamente as leis em relação à segurança são as mesmas: sinto de segurança, proibido ultrapassar pela direita, idade mínima para dirigir é 18 anos, moto = capacete, entre outros. Ah, o lado do volante é na esquerda, igual ao do Brasil!

Curiosidade rápida sobre o lado de dirigir: Os países que tem o volante do lado direito foram, na maioria, colonizados pelos ingleses (Austrália, Bahamas, Brunei, Chipre, Nova Zelândia... e é claro: Inglaterra). Os EUA e o Canadá são exceções.
Mas e o Japão?  No início do século 19, um ministro inglês fez uma visita com a intenção de convencê-los a fazer o mesmo. Os japoneses aceitaram!

Essa semana me aconteceu duas coisas que é interessante contar.
Uma aconteceu hoje, e se tivesse um título seria: “Weslley, bicicleta também é veículo!”
Para ir estudar eu vou de bicicleta até a estação, prendo-a com corrente e vou de trem até a cidade vizinha (Neustadt). Na volta, fazendo o caminho inverso, eu avisto uns oito policiais na esquina. Quando eu chego mais próximo, um deles foi até a rua e faz sinal para eu encostar a bicicleta, igual quando pedem para parar carro. Já comecei a rir daí.  Então ele diz “O senhor pode descer do veículo, por favor? Desci do “veículo” e já soltei um “Eu não falo muito bem alemão, mas.. eu entendo um pouco”. Neste momento os oito “Gambés” deram um singelo sorriso, inclusive uma loirinha de aparelho, do tipo “Olha só, ele não é daqui!”(Sim, acreditem alemães também sorriem!)
Pediram para eu ficar na calçada e começaram a olhar a bicicleta de cima a baixo, tocar aquele sininho de “sai da frente”, apertar o “bréqui”, mexer no banco, guidão... até constatarem que estava tudo Ok! Ai então começou o interrogatório:


Onde essa bicicleta foi comprada? – Resp.: Não sei, não é minha.
Quando ela foi comprada? – Resp.: Não sei, não é minha.
De quem é essa bicicleta? – Resp.: Da família que é minha hospedeira aqui na Alemanha.
O que você esta fazendo na Alemanha? – Resp.: Estou estudando.
Esta com o seu passaporte aí? – Resp.: Eu não ando com o passaporte, só com a cartão do seguro médico, de estudante e habilitação brasileira.
Eles olharam por uns segundos, e começaram a me explicar que na Alemanha tem controle de bicicleta também e que eu não posso sair de casa com uma em mal estado ou faltando algum item como refletor, freio, e aquele sininho.
A Alemanha é um dos países que mais utilizam a bicicleta. A estimativa é de que haja 78 milhões, e é considerado o principal meio de transporte de 9% da população.
Agradeceram-me, desejaram um bom dia e continuaram a blitz. Quando eu olho para traz vejo um menino de uns sete anos, encostado à parede, e os policiais tirando fotos da bicicleta e assinando uma multa para o garoto levar. Por mais que eu não seja uma pessoa ruim, meu olhar para ele foi de: “eita, dessa eu estou livre”, e ele para mim “Vixi, me ferrei”.

Curiosidade: Um cara muito criativo, dono de uma loja de bicicletas em Altlandsberg, no norte da Alemanha, decidiu pendurar 120 delas na parede do lado de fora. A propaganda deu certo! Hoje a loja é como um cartão postal da cidade.


A outra coisa que me aconteceu não foi divertida. Recebi uma multa de 100 euros.
Como eu disse antes, eu tenho um carro disponível para sair e viajar aqui por perto, e a uns dois finais de semana a Lu, que mora em Hachenburg, veio me visitar então resolvi ir com ela para Heidelberg (de novo). Na pista, chegando à cidade, havia um radar. O limite era 70 km/h e eu estava a 100.
Na Alemanha, eles também classificam os tipos de infração, porém quase todas são consideradas graves. A minha sorte foi que eu estava “apenas” a 30 km a cima do permitido e fora do perímetro urbano. Se eu estivesse 1 km a mais que isso, e dentro dessa área, eles cassariam minha permissão por até um ano.
Outra coisa, por mais que a Alemanha seja a terra da cerveja, beber e logo após dirigir também é motivo para perder a carteira de motorista.
É por isso que as coisas realmente funcionam aqui. Se for proibido, é proibido! E eles fiscalizam.
Não tem desculpa, acúmulo de pontos ou jeitinho brasileiro. Admiro isso nos alemães.
Deveria ser assim também com os nossos políticos. Roubou? Mentiu? Aproveitou de alguma situação para se dar bem? FORA! Mas como todos sabem, as regras controlam os atos e influenciam na índole da cada um, e já que políticos não são mais do que cidadãos, essas regras deveriam ser seguidas (de verdade) por todos. Mas esse é outro LONGO assunto. Hehe

Estou esperando a segunda carta com a confirmação da multa e o papel para que eu possa pagar. Até a minha alma sentiu esse prejuízo! Eu contabilizo as percas que tenho em paçocas. Poxa vida, €100 da +- 800!

Paçoca !!

Vou acabar de escrever o próximo post agora!

Bis bald. (até logo)

sábado, 2 de abril de 2011

Alemanha – Mannheim

Antes mesmo de chegar aqui na Alemanha, eu já ouvia/lia muito sobre Mannheim.
Muita gente a usa como referência em cidades vizinhas. Para quem é das minhas bandas (lá de Santa Bárbara D’Oeste), é como falar de Campinas, uma cidade que quase todos vão conhecer.

E não foi diferente por aqui. Hassloch (Haßloch) que é onde eu estou morando, tem pouco mais de 20 mil habitantes, e a Tiziana (que é a dona desta casa) sempre me falava de Mannheim como a cidade grande mais próxima.

Mannheim

Com cerca de 310 mil habitantes, ela também fica na região de Baden-Württemberg, e é lá onde os rios Neckar(aquele que também passa em Heidelberg) e o Reno se encontram. Por isso ela tem um dos maiores portos fluviais da Europa, e é um dos “pontos de encontro” mais utilizado na Alemanha em viagens de trem e de ônibus, a famosa "baldeação". 
Por lá passam cerca de 100 trens por dia e tem ligamento com 7 Rodovias.

Com 404 anos, ela é uma cidade relativamente jovem(em se tratando de Europa), e pelo seu desenho inicial, ela ganhou o apelido de “Quadratestadt” (cidade quadrada), muitos diziam parecer com um tabuleiro de xadrez. Tem uma parte dela (Mannheimer City) que ainda é conservada desse jeito. Da para perceber pelo endereço, por exemplo: meu endereço postal é “G3, 32”. G3 é o meu quarteirão e 32 é o numero da minha casa nele.

O primeiro castelo era aquele que eu falei (e mostrei) de Heidelberg, mas depois que o príncipe ferrou com tudo, e os franceses largaram a baguete e foram lá destrui-lo, o regente da região (Kurpfalz) ordenou em 1720, que fosse construído um maior e mais bonito (conta tudo para sua mãe kiko) as margens do rio.
Castelo (e Universidade) de Mannheim
Hoje ele é um dos maiores castelos em estilo barroco do mundo (tomô bicudo!?)! 
400 quartos, e 1387 janelas! (Se minha mãe tivesse aqui, já ia falar para ela deixar um cartãozinho da Persianas Garcia.. Vaaai que!)

Quem são os fodões que por la passaram e moraram? – Karl V. Drais (que construiu o primeiro veiculo de duas rodas), Karl(ou Carl) F. Benz (ele mesmo.. o da Mercedes), Friedrich Schiller (poeta, filósofo  e historiador alemão), e até Wolfgang Amadeus Mozart!

Mas então, sobre nossa visita! Depois de acordarmos 11 da manhã, fomos para a casa da Gabi deixar a bicicleta dela (e ela foi andando ao lado do carro de novo! Hehe) e seguimos para Mannheim.
Entrada de Mannheim
Eu não sabia direito o caminho, e no carro não tem GPS, então fui na sorte, e deu certo. 











Primeira parada: uma padaria para tomarmos café da manhã/almoçar. Comemos (muito) e fomos para a Friedrichsplatz (praça Friedrichs) onde tem o Wasserturm (torre da água). 
Friedrichsplatz
Friedrichsplatz - Wasserturm
Estátua com os peitos de fora!

Foi lá onde eu me apaixonei por uma moça ruiva que sentou logo a minha frente, e foi embora.
Ruiva linda
Hauptbahnhof - Mannheim


Depois, passamos em frente a Hauptbahnhof (estação de trem) e fomos para o castelo, que citei acima, e hoje é sede da Universidade de Mannheim.
Paramos em frente a um gramado lá dentro, onde tinha uma galera jogando futebol, e depois de algumas fotos pegamos o caminho da roça.


Torre de transmissão em Mannheim




Outra coisa muito legal em Mannheim é a Fernmeldeturm (Torre de transmissão). Ela tem 212,8 metros de altura! Os elevadores sobem a uma velocidade de 6 metros por segundo. Lá em cima, a uma altura de 124 metros, tem um restaurante e uma plataforma de observação. (Corre o boato de que tem festinhas “Really nice” lá direto!) O preço para subi-la é de €4,50 para adultos, e €3,50 para estudantes e grupos com mais de 10 pessoas.






Ah, tem também a Jesuitenkirche (igreja Jesuita). Muito bonita!
Igreja Jesuita - Mannheim
Finalizamos o nosso dia em uma sorveteria Italiana, onde eu comprei um sorvete chamado Pinocchio (Pinóquio), e devorei em 2 minutos.
Sorvete italiano
Sorvete italiano - final!
De lá, as meninas pegaram um trem para Heidelberg, e eu segui de volta para Hassloch.
E foi isso. Eu sei que ainda vou voltar muito para lá, inclusive, ontem (depois de ter desmontado e montado a cama do menino mais velho aqui, e ter dado uma geral no quarto) a Tiziana me chamou para ir em um baile de Salsa em Mannheim, crente que por eu ser brasileiro iria apavorar na pista, mas chegando lá, ela viu que eu não saía do "dois para lá, dois para cá", e eu dizia que sem aula eu não ia saber dar todas aquelas voltas que o pessoal do lado fazia. Resumindo: Ferrei com o Pequí de Goiás!
Agora ela encasquetou que vai nos matricular em um curso de Salsa que tem toda quinta feira a noite. (Tôôôma.. vai querer falar demais!)
O que me salvou foi que eu descobri que no segundo andar do local, estava tendo uma baladinha. Não deu outra, fiquei por lá, conheci uma galera e só saí de lá depois das 2 da madrugada. Hehe (A Tiziana não estava sozinha. Ela estava com uma amiga lá em baixo)
Agora é esperar para ver o que vai acontecer. Estou planejando ir para uma cidade chamada Speyer amanhã. Dizem que tem uma catedral muito bonita. Eu só não tenho dinheiro! Hehe
Mas ela disse que eu posso pegar o carro para ir, então como eu já vi que a gasolina vai dar para ir e voltar, vou fazer uns lanches aqui com pão e pegar uns sucos (que os meninos levam para escola) e só volto a noite!

Valew por quem aturou ler o post até aqui! Este ta grandinho.

Auf Wiedersehen!
Ps.: Para quem não sabe (e nem jogou no google tradutor), isso significa um “até mais/à proxima” em alemão. 

terça-feira, 29 de março de 2011

Alemanha – Heidelberg


Eu começo o post com uma das melhores (e mais significativas) fotos que eu já tirei!
Isto que é um verdadeiro intercâmbio Brasil x Alemanha! J
Ontem fez duas semanas que eu cheguei aqui em Hassloch (Haßloch), e semana passada já fiquei sozinho, solitário, sem ninguém, "alone" nesta casa imensa. O que eu fiz? Peguei o carro (mais uma das mordomias que tenho aqui) e fui para Heidelberg encontrar com uma menina que eu conheci na internet, e que também é Au Pair aqui na Alemanha.
Saí no Sábado de manhã, e depois de quase 50 km encontrei com a “guria” e uma amiga que me apresentaram a cidade começando de onde!? Do Mc Donalds.
Heidelberg

Heidelberg é uma cidade no vale do rio Neckar, na região de “Baden-Württemberg” e é a quinta maior cidade da Alemanha.
La no alto, tem uma das ruínas mais fotografadas da Alemanha: o Castelo de Heidelberg, onde teve durante cinco séculos a dinastia de Wittelsbach. Um dos príncipes foi o responsável pela “Reforma protestante”, que resultou na “Guerra dos Trinta Anos”. Foi quando o castelo (e a cidade) foi destruídos pela primeira vez, pelos soldados do rei Luiz XIV (olha eu voltando para historia da França, hehe). 
Ruinas do castelo

Maior barril do mundo
Pode-se entrar até certa parte "free", depois paga-se (€5 normal e €3 estudante) para prosseguir e ver os jardins, foços, o poço, esculturas, e o maior barril de vinho do mundo! Com capacidade para até 221 mil litros.

Universidade de Heidelberg
Não tem nem como dizer que é cidade não é universitária. Um em cada 5 habitantes é estudante da “Universidade de Heidelberg“ (que é a mais antiga da Alemanha), fundada em 1386, e refundada em 1803, ainda hoje, em 1386, e refundada em 1803, ainda hoje é famosa, principalmente na área da Medicina.
Muitos poetas e escritores de renome moraram ou passaram um tempo nessa cidade. Johann Wolfgang von Goethe, Clemens Brentano e Joseph von Eichendorff foram alguns dos que fizeram o “Caminho dos Filósofos”, um dos roteiros para turistas na Europa. 

Chega de parte técnica, borá a pratica. A noite! Fomos para o Hard Rock Café (onde tirei a foto do “intercâmbio”) que fica na “Hauptstrasse”, a maior rua (1,6km) de comercio para pedestres da Europa, onde têm vários outros barzinhos.
Gabi!
La aconteceu a pérola do dia/noite! Depois de bebermos umas e outras, a Gabi (que conheci por la) imaginou que tinha caído uma moeda dela no chão e a cagada foi que, bem na hora a garçonete havia deixado cair um troco de outra mesa! Praquê!? Ela começou a falar que a menina havia pegado a moeda dela, e eu (muito bom) fui atraz da garçonete para pedir de volta! Mas o detalhe: A Gabi nem tava com a carteira dela na mão, e não tinha de onde vir o dinheiro.. aiiiii que fomos perceber que não havia caído nada e eu atraz da garçonete a toa! 
Foram rizos até na hora de dormir, e hoje eu so chamo ela de trombadinha. Ah, eu trouxe/peguei o copo de chopp da foto escrito "Heidelberg", como lembrança! J
A noite em Heidelberg
Sábado a noite, eu havia bebido, já estava tarde.. acabamos todos indo durmir na casa da menina que eu disse ter conhecido na net. 
195 degraus para chegar na casa!
A Gabi estava de bicicleta e não cabia no porta malas, então ela teve que ir pedalando ao lado do carro (e eu a 10km p/h) até chegar na bendita casa! Chegando la era um morro de quase 200 degraus (195) até chegar na porta da casa. So saímos de la no outro dia de manhã para ir à Mannheim, mas esse parte vou contar em outro post pois este já esta grandinho, ja é quase meia noite e eu acordo cedo amanhã!
Aproveito para mandar um beijo para as meninas.. quem diria que daríamos esse rolé todo para quem havia acabado de se conhecer!?

Abraço galera, e até o próximo post: Mannheim.

Auf Wiedersehen!

sábado, 26 de março de 2011

12/10/2010 à 26/03/2011 – Resumo de tudo até agora.

No meu vídeo comentei que iria estudar inglês em algum país anglófono depois da França, correto? But i did not! hehe
Tudo começou depois que conheci uma leitora deste blog, a Luiza!
Ela é Au Pair na Alemanha, me mandou um e-mail e foi me visitar em Paris.
Encontrei com ela, mostrei o que eu pude de Paris a noite
e ela me perguntou se eu estaria interessado em fazer o mesmo que ela na Alemanha.
No principio eu disse que não, pois o idioma alemão não estava nos meus objetivos e que eu não me via cuidando de crianças, porém... Naquela noite, antes de ir dormir eu fiquei pensando “Quantas oportunidades como essa eu terei novamente?” “Minha frase de vida não é de que a vida é uma só!? Então, porque não aprender alemão também!?”
No dia seguinte comecei a me informar melhor quais seriam os procedimentos, e já fui atrás de um curso de alemão para me preparar.
Conheci uma família de Schöntal, no Sul da Alemanha, mas o detalhe é simples: são condes e moram em um castelo. Isso mesmo, eu iria morar em um castelo! Com direito a cemitério próprio e tudo mais.
O que me facilitou é que a condessa falava francês, então ficamos em contato durante vários dias, e entre muitos e-mails e telefonemas, ela me pagou uma passagem de trem, ida e volta, para ir passar uns dias com eles e ver se era isso mesmo que eu queria.
La fui eu, com uma mochila nas costas e o pensamento longe, imaginando como seria morar em um castelo!
E ele era realmente fantástico galera! Coisa de filme! Enorme, dividido em quatro partes: Uma onde eles moram, a outra onde os pais do conde moram, uma fizeram de hotel e a outra de salão de festas, como casamentos por exemplo.
O pessoal que conheci la: O casal, que realmente é simpático como parecia ser nos e-mails. As crianças, que eu ganhei e tenho um carinho enorme, bem educadas e com o físico típico de alemães, e o Allan, o menino mexicano Au Pair que eu iria entrar no seu lugar (que também foi me visitar em Paris depois de alguns meses).
Porém...
* A cidade (vilarejo) deste castelo tem uma média de 250 habitantes, e a “cidade grande” mais próxima era a 15 minutos de carro.
* Internet la é discada, lenta, e eu só poderia usá-la 1 hora por dia.
* Eram três crianças, uma tem dois anos e não vai para a escola ainda, o que me impediria de seguir o curso de alemão todos os dias de manhã.
Estes foram os motivos pelo qual eu resolvi não aceitar no fim.
O contrato de Au Pair é de um ano, e eu provavelmente ficaria entediado logo no 3° mês. Então preveni para não remediar.

Parti a procura de outra família, e conheci a família Olivas. Uma mãe(Tiziana), e dois meninos. Um de 8(Mike) e um de 11(Luke). Eles moram em Hassloch, também no Sul da Alemanha. O pai dos meninos não mora com eles, pois é divorciado, e a família da Tiziana é de origem italiana.
Depois de muita conversa e e-mails também, acabei assinando o contrato com eles e vim para ca, de onde estou escrevendo no meu quarto.
Estou muito satisfeito com tudo! Me dei muito bem com os meninos, que adoram futebol, e com a Tiziana que me salva com o inglês quando eu não sei em alemão.
A casa é enorme, meu quarto é maior que o apartamento que eu morava em Paris, e tem de tudo que vocês possam imaginar! Sistema de aspirador central (daqueles que o motor fica na lavanderia e vc conecta o cano em umas tomadas na parede), o aquecimento da casa é feito pelo chão, as luzes quando não são cheias dos códigos são via censores, as janelas se fecham sozinhas a partir das 18horas, e por ai vai.
Segunda feira fará 2 semanas que eu cheguei. Já comecei minhas aulas de alemão intensivo na segunda feira passada e já fui viajar para 2 cidades vizinhas (uma delas Mannheim, onde tirei a foto abaixo), e conheci mais 2 Au Pairs.

Agora é estudar e continuar com meus planos, só que desta vez com um idioma a mais no currículo! O alemão!

Tschüss pessoal!